Essa pergunta — feita com cansaço, desconfiança ou até um pouco de rebeldia — é mais comum do que imaginamos. E, na verdade, é um sinal de que o aluno está procurando sentido. Em vez de ver isso como resistência, podemos enxergar como um convite para tornar a matemática viva.
Aqui vão estratégias práticas para responder com autenticidade:
💬 1. Não finja que tudo será usado “no futuro”
Evite respostas genéricas como “vai cair na prova” ou “você vai precisar disso um dia”. Em vez disso, conecte com o presente:
“Hoje, vamos usar coordenadas como um GPS. O GeoGebra é o mapa, e você é o navegador!”
🌍 2. Use contextos reais — mesmo os simples
Não precisa de engenharia aeroespacial! Exemplos do cotidiano funcionam melhor:
- Funções: “Se cada lanche custa R$ 6, quanto gastamos se formos em 5 amigos?”
- Ângulos: “Por que o telhado da escola não é plano? Vamos simular no GeoGebra!”
- Área e perímetro: “Quantos metros de piso precisamos para reformar essa sala?”
🤝 3. Dê voz ao aluno: “Você escolhe o contexto!”
No início da aula, pergunte:
“Se você pudesse aplicar isso em algo que gosta — futebol, música, redes sociais, games — como seria?”
Deixe que os alunos criem seus próprios problemas no GeoGebra. O engajamento dispara quando eles veem seu mundo na matemática.
🛠️ 4. Mostre o “por trás” da tecnologia
Muitos não sabem que o GeoGebra (e apps como jogos, GPS, redes sociais) usam os mesmos conceitos que estão aprendendo. Diga:
“Esse slider que você está movendo? É a mesma ideia por trás do controle de volume no seu fone!”
Dica do Professor(a):
Às vezes, basta um “Hoje, a gente vai brincar de…” em vez de “Hoje, vamos estudar…”. A palavra “brincar” não diminui o conteúdo — ela abre a porta para a curiosidade.
Lembre-se: não é sobre provar que a matemática é útil — é sobre mostrar que ela é humana, criativa e cheia de possibilidades.
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