Na EE Professor Alencar Silva, em Fortaleza, o professor Rafael notou que, apesar de conseguirem localizar pontos no plano cartesiano, os estudantes do 7º ano não compreendiam para que servia esse sistema. Muitos viam os pares ordenados como “letras e números sem sentido”.
Sua solução? Transformar a aula em um projeto de arte matemática. Com o GeoGebra, os alunos foram desafiados a recriar figuras simples — um foguete, uma casa, um polígono colorido — usando apenas comandos do tipo (x, y). Cada ponto adicionado movia a imagem; cada erro era visível na tela, não apenas em um caderno rasurado.
O clima na sala mudou radicalmente. Alunos que antes evitavam participar passaram a pedir para testar “mais um ponto”. Um estudante até criou um emoji com dezenas de coordenadas — e explicou orgulhoso:
— “Esse olho é (2, 5) e (3, 5), e a boca é uma curva que eu fiz com três pontos alinhados!”
Ao final do projeto, a turma apresentou suas criações em uma “galeria matemática” no corredor da escola. Além do domínio técnico do plano cartesiano, os alunos desenvolveram precisão, planejamento e criatividade — tudo a partir de uma grade de eixos.
Dica do Professor(a):
Conecte a matemática a algo que os alunos já amam — arte, jogos, redes sociais. O GeoGebra é a ponte perfeita entre lógica e expressão.
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