Na Escola Municipal Prof.ª Lúcia Mendes, em Belo Horizonte, a professora Carla enfrentava um desafio comum: seus alunos do 6º ano confundiam constantemente os tipos de ângulos — agudo, reto, obtuso — e viam o conteúdo como algo abstrato e distante. Inspirada por uma oficina de formação, ela decidiu trazer o GeoGebra para a sala.
Em vez de apenas desenhar ângulos no quadro, Carla criou uma atividade interativa: os alunos manipulavam dois raios com um ponto em comum e observavam, em tempo real, a medida do ângulo se atualizar. Em seguida, foi lançado um “desafio do dia”: encontrar, na construção, exemplos de cada tipo de ângulo e fotografar suas telas com tablets da escola.
O resultado? A turma, antes desinteressada, passou a debater:
— “Esse é agudo, professora! Tá menor que 90!”
— “E se eu passar dos 90, vira obtuso, né?”
Além do engajamento, a avaliação diagnóstica aplicada duas semanas depois mostrou um aumento de 40% no acerto de questões conceituais sobre ângulos. Mais do que isso: os alunos começaram a identificar ângulos em portas, telhados e até nas sombras do pátio — a matemática havia saído da sala de aula e entrado no mundo deles.
Dica do Professor(a):
Comece com construções simples e muita interação! No 6º ano, o foco não é dominar o software, mas usar o GeoGebra como uma lente para enxergar a matemática ao redor.
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